Principal Imprensa Incubadora de Empresas da Uerj festeja 1º Dia Global de Incubação com graduação de empresas

Incubadora de Empresas da Uerj festeja 1º Dia Global de Incubação com café de confraternização e graduação de empresas.



Poucos trabalhos podem ser mais nobres do que ajudar alguém a transformar sonhos em realidade, idéias em resultados. Poucas missões podem ser mais apaixonantes do que conviver todo dia com gente empreendedora e inovadora. Quando isto ocorre, tudo fica mais simples. Causas nobres atraem pessoas do bem e parceiros comprometidos.

Seguindo um movimento mundial de comemoração, nacionalmente implementado pela Associação Nacional de Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos (Anprotec), a Incubadora de Empresas da Uerj Nova Friburgo comemorou o 1º Dia Global de Incubação de Empresas em 17 de dezembro, com café de confraternização e agenda repleta de atividades: apresentou uma retrospectiva das ações realizadas em 2008 e as perspectivas para 2009, graduou duas empresas participantes do seu programa de incubação (WAIS e Meristem), apresentou 16 novos projetos que passam a obter o suporte técnico-gerencial da incubadora e ainda o programa Prime, do Ministério da Ciência e Tecnologia, para diversos empresários.

A mesa do evento contou com a presença de diversas autoridades das diversas entidades que compõem o Conselho Diretor da Incubadora e outros convidados: professor Hélio Souto (diretor do IPRJ e presidente do Conselho), Ronaldo Calvo (pela Prefeitura), a gerente do Sebrae, Fernanda Gripp, o gerente do Senac, Valdir Silva, a consultora do projeto Empreender, Eliane de Castilho (pela Associação Comercial), e o vereador Marcelo Verly (pela Câmara Municipal). “Foi uma ótima oportunidade para que pudéssemos comemorar as ações desenvolvidas em 2008. Aproveitamos a oportunidade do evento e graduamos duas empresas que vêm obtendo sucesso no mercado em suas áreas de atuação. Este ano também comemoraremos esta importante data”, disse Luiz Borges, coordenador de Projetos e Desenvolvimento Tecnológico e gerente da Incubadora.

 No evento Luiz Borges apresentou os resultados da Incubadora nos últimos dois anos: “ Completamos o processo para graduação de cinco empresas e obtivemos um salto na taxa de ocupação da Incubadora, saímos com cerca de 20% e hoje temos 80% das salas ocupadas por novos empreendedores. Este esforço foi oriundo de um processo seletivo, que envolveu a capacitação de novas empresas. Isso naturalmente refletirá em novos desafios, no sentido de dar apoio a um número de empresas inédito assistidas pela Incubadora. Estamos neste momento apoiando, através de cursos e consultorias, 16 projetos empresariais nas mais diversas áreas de negócio. Sei que os desafios são grandes, mas, como dito na abertura do evento, ter parceiros como o Sebrae, a Firjan, a Associação Comercial, a Prefeitura de Nova Friburgo, a Câmara Municipal, entre outros, nos dá a certeza de que consolidaremos as parcerias e faremos novos projetos para o suporte aos empreendedores e, de forma mais abrangente, para o desenvolvimento econômico da região, através do empreendedorismo, da ciência, da tecnologia e da inovação. Temos muitas novidades já para janeiro, como, por exemplo, o lançamento do Programa Prime, apresentado neste encontro, que visa a fomentar com recursos financeiros empreendededores inovadores”, frisou Luiz Borges.

Outro momento especial do evento foi a graduação das empresas Meristem e Wais. A empresa Meristem, através da aplicação de técnicas de cultura de tecidos vegetais, produz plantas geneticamente idênticas à uma planta matriz pré-selecionada. A propagação “in vitro” permite a obtenção de mudas livres de pragas e doenças, o que pode resultar numa expressiva redução de custos em comparação aos métodos convencionais de propagação. Os planos da Meristem são ambiciosos. Segundo o empreendedor João Paulo, o objetivo é participar ativamente do movimento de inovação em Nova Friburgo. “Estamos retirando das prateleiras e colocando no mercado em breve três variedades de morango (Aromas, Camino Real e Camarosa) para trabalhar com a cadeia produtiva dos produtores de morango, cinco variedades de gérberas, com cores e formatos já aceitos no mercado de flores, e três variedades limonium. Destas, duas são inéditas no mercado, o que provavelmente ajudará a fazer de Nova Friburgo um centro de produção, com maior chance de ter sustentabilidade numa das suas aptidões: a floricultura e as pequenas frutas”, destacou João Paulo.

Para o diretor executivo da Wais, Tecnologia da Informação, Edgar Alexander, o suporte da incubadora foi essencial no desenvolvimento do projeto de sua empresa: “Foi muito importante para nós ter iniciado nossa empresa na incubadora da Uerj, pois possibilitou o suporte necessário para que pudéssemos crescer de forma sustentável. Quando da obtenção desta graduação já éramos uma empresa sólida, conhecida pela qualidade de nossos produtos e serviços. A Wais, através do suporte oferecido pela incubadora na parte gerencial ou na parceria com a universidade e seus pesquisadores, desenvolveu projetos com uso de tecnologia de ponta, seja através da utilização de smart cards (cartões inteligentes), handheld ou ainda de programação de microprocessadores. Hoje a Wais comercializa os softwares por ela desenvolvidos para o controle de gestão de diversos tipos de confecções de moda diferentes, sejam as que trabalham em células produtivas, linha de produção, ou ainda através de facções, além de sistemas para o comércio em geral, contando com sofisticados sistemas de lojas individuais, redes de lojas e sistemas para substituir os ultrapassados cartões de ponto”, frisou Edgar Alexander.

Os interessados em obter informações sobre a Incubadora e o programa Prime podem acessar o site www.nd2tec.iprj.uerj.br ou enviar e-mail para iebtec@ iprj.uerj.br. A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica – IEBTec funciona no Instituto Politécnico, campus regional da Uerj (Rua Alberto Rangel s/nº, bairro Vila Nova, subida próxima ao Corpo de Bombeiros).

  Como surgiram as incubadoras

A criação das primeiras incubadoras ocorreu nos EUA e é vista como resultado de duas vertentes distintas, das incubadoras tradicionais que começam a ser criadas a partir da década de 70, como ferramenta para desenvolvimento de pequenas empresas e a vertente dos parques tecnológicos e universidades que contribuíram para a formação das primeiras incubadoras, sendo estas organizadas de forma simultânea, inclusive devido a realidades diferentes. O conceito de incubadora sofre, assim, várias transformações, de forma a responder às necessidades das empresas incubadas, inclusive passando a incorporar uma gama de serviços a lhes serem oferecidos.

A incubadora tecnológica é o resultado da evolução da universidade, bem como conseqüência da ampliação de sua missão e de seu foco para o desenvolvimento econômico e regional. Esta experiência norte-americana altamente exitosa, foi replicado em praticamente todos os países do mundo, e o Brasil não foi exceção. Estima-se que existam cerca de quatro mil incubadoras funcionando junto a universidades, em todos os continentes. No Brasil o movimento de criação de incubadoras de empresas ocorreu há 22 anos. Hoje já são mais de 400 espalhadas pelo país que articulam mais de 6.500 empresas, entre pré-incubadas, incubadas, associadas e graduadas. Essas empresas geram mais de 33 mil postos de trabalho altamente qualificados e produzem inovações reconhecidas nacional e internacionalmente na forma de contratos, premiações e parcerias. As empresas geram impostos anuais que já representam mais do que o dobro do que já foi investido pelo país nas incubadoras em toda a história do movimento. Uma das características mais importantes dos programas de incubadora é que suas instalações e infra-estrutura básica são usadas por pequenos negócios e empreendedores: espaço físico e serviços de apoio técnico e gerencial. As incubadoras desempenham um papel de sustentação e ajuda à sobrevivência de novos negócios, o que é importante durante o período de início do negócio, quando eles ainda estão vulneráveis.

Além disso, as incubadoras desempenham um papel importante no desenvolvimento local e regional, pois facilitam o surgimento das micro e pequenas empresas, seu crescimento e sua consolidação. Podem ser vistas como um instrumento integrado a políticas no desenvolvimento de APLs e outras políticas sociais para a diminuição da pobreza, propiciando a qualificação profissional e a criação de oportunidades de geração de renda para grupos excluídos social e economicamente.

Fonte: "A Voz da Serra", 20/01/09